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Where is my mind?

por Marina Santa Helena em April 25th, 2008

Eu admito: esse vídeo foi chupinhado do Boing Boing, as bailarinas são péessimas e tudo isso é meio tosco. Mas não pude resistir à vontade de postar aqui, não só porque tosquice é com a gente mesmo, mas porque Pixies + Balé de Escolinha + Coreografia fora do Tempo,  é o que há!

Capa de Hard Candy, novo CD de Madonna é tão tosca quanto a de Blackout, da Britney Spears

por Marina Santa Helena em March 17th, 2008

É só meu mau humor habitual das segundas-feiras…

candy

…ou a Madonna se fez de lôca e invejou a Britney nessa capa?

blackout

Próxima parada Cedars Sinai, beyatch.

Siri e Carmen Electra na Crocker Jeans

por Marina Santa Helena em March 13th, 2008

Tava passeando por aí e achei a Carmen Electra de bobeira no Hollywoodtuna. Era um post sobre a campanha que ela está fazendo para a Crocker Jeans. Notei que a tal campanha não preza muito pela, digamos assim, indumentária, muito menos tem alguma foto do tal Jeans….

Seguindo essa linha de raciocínio e sabendo que uma marca que tem Jeans no nome não deve vender doces, joguei “Crocker Jeans” no Google pra ver se achava qualquer coisa interessante (falta do que fazer MODE ON) . E descobri:

Não é que a marca tem uma irmã pobre aqui no Brasil?

Decadência pouca é bobagem, minha gente!

crocker-jeans

 

Não bastava o tal “Jeans” ser de gosto duvidosérrimo, a miserável campanha tupiniquim é estrelada por ninguém menos que Siri, a Mulher Caranguejo. São fotos que lembram mais um precário book de debutante models wanna be do que um catálogo de verdade, com a loiruda toda com carinha de oi, eu sou sexy, miaxuda a manter a fama e o mau gosto em forma de cenário.

Acho que esse povo nunca ouviu falar em composição de cores. E as lantejoulas, gente, ela nunca mais vão deixar o mundo em paz? E a pose de miss Sapopemba da Serra, será que é contagiosa?

 

E assim passei o resto da tarde me refestelando na tosquice! Ai, miséria!

Barbie pra que? Parte I

por Marina Santa Helena em February 8th, 2008

 

kennedy

 

Desde que existe o papel existem também as bonecas feitas dele, mas foi nos anos 80 que elas se popularizaram. Eu por exemplo tinha centenas e juro que preferia brincar com elas do que com as reais. Nas bancas a gente podia encontrar mil tipos de livrinhos que traziam desenhos de beldades em trajes menores e suas respectivas roupas “decentes”. Tinham modelos de festas, de passeio, de esportes, vitorianas, de tudo quanto é tipo.

Eu tinha algumas versões personalizadas de bonecas, tão feias, que não sei que lampejo de alegria infantil eu podia ter com elas. Um exemplo? Isso:
folheto-Barbie

Toda vez que comprava uma nova Barbie, vinha um folheto dentro da caixa que mostrava outros modelos de boneca. Tinha a Skipper, a Barbie noiva, a em trajes de gala, a de biquíni, a que ia pra academia. Eu recortava o folheto inteiro e podia brincar com todas!

“Ih, cortei o pé da Skipper” ou “Agora essa bolsa vai mudar de tamanho” eram pensamentos recorrentes. Ficava tudo minúsculo e mal recortado, mas a graça era ser tosco mesmo. E, para garantir conforto e moradia para minhas “filhas”, eu ainda cortava aquelas plantas de apartamentos que saiam no caderno imobiliário do jornal. Elas passeavam por cima de coberturas chiquérrimas, tsá?

Homeless Barbie jamais.

A outra coisa que me encantava era desenhar as minhas próprias bonecas. Achava o máximo ficar lá, horas e horas criando aquelas personagens do jeito que eu queria. Claro que nunca ficava igual ao desenho da Jackie O., que eu tanto admirava, mas para mim faziam todo o sentido..

Naquele universo todas eram super modelos e usavam uma roupa exclusivérrima, assinada por mim, claro. A inspiração variava: podia vir tanto de coisas como papéis de carta, figurinhas e Castelo de Greyskull, quanto do assassinato da pobre Odete Roitman. O grande hit da minha carreira de estilista mirim foi a coleção Calypso meets Vampira Natasha, que encontrei na última mudança:

infancia

Técnica: Hidrocor + Canhotice

 

Repare na pinta “embelezando”, no delineador a lá Winehouse, nas meias arrastão, nos bracinhos encolhidos, no cabelo “estaqueado”, nos crucifixos… Uf…é tanta graça e beleza que nem sei para onde olhar. E o detalhe era que todas as modeletes eram identificadas com o nome atrás, para ser identificadas em algum lugar do mundo…passarelas da Ásia, Milão ou NY eram pouco para essas meninas.
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Hoje em dia é muito mais fácil encontrar bonecas de papel imprimíveis pela web do que ir até a banca mais próxima comprar álbuns para recortar. Alguns sites legais são:

http://www.paperdolls.com/

 

http://www.stardoll.com/pt/

 

http://www.papergoodies.com/

 

http://www.denisebrandt.net/

 

Mas ainda sou a favor das garotinhas mais criativas colocarem a mão na massa e fazer suas toscas, porém próprias, bonecas.

Em breve, mais exemplos das minhas exclusivíssima coleções infantis!

 

 

 

 

 

Manual da dona de casa moderna

por Marina Santa Helena em January 15th, 2008

Consumida pelo ócio no sábado chuvoso, liguei a TV e comecei a me imbecilizar como se não houvesse amanhã. Zapeando por ali, entre um cochilo e outro, passei pelo Caldeirão do Huck, pelas vendas no polishop, tive visões de bundas aleatórias, ouvi algo sobre uma entrevista com sambistas dos Unidos de sei-lá-o-que, apareceram mais bundas e acabei caindo em um documentário sobre a vida animal.

África, América do Sul, Pólo Norte…Celso Freitas parecia não fazer distinção alguma entre os continentes e, na mesma frase, versava livremente sobre as características do elefante africano e do urso polar. Peguei no sono de verdade.

Acordei meio babada, com uma voz estridente anunciando que o Coisas de Mulher estava para começar. Ainda de olhos fechados, pude compreender que uma tal Nanda Bezerra (a da voz estridente) e sua trupe de amigas intelectuais, comandavam o programa e faziam questão de ressaltar a cada frase:

Estamos aqui diretamente de Londres. LONDRES! Eu disse Londres, entenderam?

L-O-N-D-R-E-S, minha gente. Aquela terra linda, do fish and chips, do povo orelhudo,a mãe dos hooligans. Não é para quem quer, é para quem pode.

O sono era grande, mas o lado tosquista do meu ser falou mais alto e logo acordei completamente. Precisava comprovar se aquilo era real ou era tudo fruto da minha imaginação.

mocréias

É Europa, é LONDRES, é de catiguria, é o Coisas de Mulher, porra! Olha só que phynas.

Era real. Era bizarro. Era uma espécie de Saia Justa evangélico. Pronto, agora eu precisava assistir até o fim para ver até onde ia a decadência humana. Fui pegar um café.

Como o próprio nome diz, o Coisas de Mulher é um programa que faz reflexões profundas sobre temas super-vanguarda do universo das Amélias feminino. A infame Nanda Bezerra solta um agudo e explica melhor:

Este sábado o tema de nossa reflexão é: O que não é apropriado para uma mulher?

E aí começou toda uma sessão de exorcismo sobre o que uma mulher pode ou não fazer:

Falar palavrão? Nuuunca.

Falar da vida pessoal? Jamais.

Se meter em conversa de homem? Imagina!

Demonstrar ser mais inteligente que seu parceiro? Melhor ficar calada.

Maquiagem forte? Never.

Beber? Nem comento.

Então, meu amor, se você mora no Brasil; manda para dentro aquela cerveja com espetinho do boteco da esquina; conversa sobre negócios, carros ou política melhor que qualquer homem e ainda sai bem loca para se acabar na pista de dança, é melhor se matar:

VOCÊ NÃO É DIGNA DE FAZER PARTE DO GÊNERO FEMININO!

Ou seja, para manter a feminilidade, é melhor você ficar quietinha ali no canto da sala, entre a estátua das ninfas de Kalypso e seu novo abajur Tiffany.

Faça cara de paisagem sempre. E, num arroubo de ousadia, aprenda umas receitas de bolo, a preparar um whisky pro marido, a cuidar do jardim.

Isso, sim, é que é ter inteligêntsia, fineza, classe, chiquêza…

housewife

 

Quem sabe um dia você não chega no nível da Nanda Bezerra e sua trupe de mocréias amigas mal comidas.