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Fatal Error

por Marina Santa Helena em March 10th, 2008

Você percebe que algo está errado quando…

 

 

chloé

…a Chloé Sevigny se veste com restos de cortinas e declara com toda propriedade: “Eu desenhei essa roupa”.

 

ali-michael

…o povo da moda se diz engajado na luta contra a anorexia e a  fofa acima (Ali Michael) não consegue desfilar em Paris por ter “pernas rechonchudas”.

Bridezilla

por Marina Santa Helena em December 17th, 2007

Depois de uma semaninha cu, aqui estou eu sã e salva, de volta ao mundo dos vivos.

Bem, na verdade nem tão sã assim, porque depois das peças que Murphy me aplicou nos últimos dias, eu virei uma clássica mulher à beira de um ataque de nervos (com direito a rímel borrado e tudo).

Hoje, desconfio de tudo e de todos. Se alguém me disser que algo vai dar certo ou que é muito simples… eu duvido, até que me provem o contrário.
Com o passar do tempo, vejo que certas coisas são recorrentes: chega o final de ano/semestre e com ele o inferno astral de 9 entre 10 mulheres neuróticas (tá, adoro estatísticas infundadas). As coisas que você adiou o ano inteiro caem no seu colo e precisam ser TODAS resolvidas ao-mesmo-tempo-agora.


Então, justo na semana em que eu tentava atravessar meu milagre mensal sem cólicas e resmungos, me apareceram trabalhos a mais daqui, horas extra ali; e nessa história, o estoque de roupas limpas acabou, os trabalhos da pós se acumularam, a playboy chegou às bancas e ainda me dei conta de que vou me casar… em outra cidade… daqui a… uma semana!

(Que o noivo ainda não havia se dignado a comprar uma roupa e que deu zica com o nosso vôo, são probleminhas a parte, que não cabem nessas mal traçadas linhas)

O que fazer? Surtar? (E o buquê, como será buquê?) Gritar? (Vai ser no jardim! E se chover no dia?) Sair correndo?

bride

Tirando o vestido tosco, eu era quase isso.

Na verdade o meu maior desejo era mandar todos para a puta que pariu e dormir 3 dias seguidos. Fiquei em tal estado que, se alguém viesse me assaltar ou apenas me olhasse feio na rua, corria risco de levar uma cuspida no olho, a lá Raul Gazolla-on pills. Queria ser má, queria ver sangue (alheio, não o meu)!

 

Mas tudo o que consegui fazer foi sentar e chorar.
Chorei na rua, no trabalho, em casa, na academia e no restaurante. Olhava uma criatura de salto de acrílico e chorava de desgosto…E se alguém casava na TV eu chorava…Chorei dormindo, acordando e estudando.

E nada foi resolvido.
Aí, depois das lágrimas, veio o momento de aceitação, que é quando você diz a si mesmo que tudo vai ficar bem e que é preciso manter a calma, entrando naquela vibe “imagine all the people living life in peace”.

Decidi colocar minha vida em ordem.

O primeiro passo foi pegar papel e caneta e listar as tarefas que faltavam. O segundo foi calar o surto mulherzinha tomou conta do meu ser: fui comprar sapatos. (Oh, sim, naquela hora, se Louboutin eu pudesse, Louboutin eu teria.)

Fúitl? Talvez. Mas agora que vejo o mundo do alto dos meus tacones, tudo parece mais claro. Assim, virei super-hoína e foi mole resolver a questão dos trabalhos, escolher os presentes de Natal, lavar as roupas e comprar as que faltavam…
E a calmaria voltou a reinar, só resta saber até quando.

Se tudo der certo, prometo que meu próximo passo é comprar uma camiseta com os bonitos dizeres:

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