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Fake Vuitton

por Marina Santa Helena em April 3rd, 2008

toilet

Gente, tô para ver acontecer com a Louis Vuitton, o mesmo que aconteceu com a Gucci no início dos anos 90, quando a marca bebeu todas, começou a vender licenças de produtos a torto e a direito e quase acabou na rua da amargura.

Para vocês terem uma idéia de como a coisa estava feia, tinha até papel higiênico oficial da Gucci!

Tudo bem que a Vuitton não tem tantos produtos licenciados como a Gucci tinha naquela época. Mas o que fazer quando milhares de chineses mulheres histéricas (e bregas) do mundo inteiro resolvem pegar a clássica logo e enfiar em todo tipo de coisa fake? Hoje cerca de 90% dos produtos que ostentam o LV são falsos.

biquini

Eu nem sou entusiasta da marca, nem nada, mas penso nos de 150 anos de tradição em produtos exclusivos, e sofro quando encontro Vuittons em cada ponto de ônibus. Porque marcas de luxo só sobrevivem se forem para poucos e nem todo mundo consegue identificar um produto falso.

 

Funciona assim: tem 3 milhões de pessoas que querem (e podem pagar por) bolsas Louis Vuitton? Tudo bem, serão colocadas no mercado apenas 500! Quando a senhora super-socialite repara que todo mundo tem uma (falsa ou não), ela fica de mal-a-morte com a marca. Sacou?

É o começo do fim do L-U-X-O. E, uma vez iniciado o processo, pode ter certeza que você vai all way down até o L-I-X-O.

trash

 

 

Assim, meu amor, nem São Keith Richards dá jeito!

Siri e Carmen Electra na Crocker Jeans

por Marina Santa Helena em March 13th, 2008

Tava passeando por aí e achei a Carmen Electra de bobeira no Hollywoodtuna. Era um post sobre a campanha que ela está fazendo para a Crocker Jeans. Notei que a tal campanha não preza muito pela, digamos assim, indumentária, muito menos tem alguma foto do tal Jeans….

Seguindo essa linha de raciocínio e sabendo que uma marca que tem Jeans no nome não deve vender doces, joguei “Crocker Jeans” no Google pra ver se achava qualquer coisa interessante (falta do que fazer MODE ON) . E descobri:

Não é que a marca tem uma irmã pobre aqui no Brasil?

Decadência pouca é bobagem, minha gente!

crocker-jeans

 

Não bastava o tal “Jeans” ser de gosto duvidosérrimo, a miserável campanha tupiniquim é estrelada por ninguém menos que Siri, a Mulher Caranguejo. São fotos que lembram mais um precário book de debutante models wanna be do que um catálogo de verdade, com a loiruda toda com carinha de oi, eu sou sexy, miaxuda a manter a fama e o mau gosto em forma de cenário.

Acho que esse povo nunca ouviu falar em composição de cores. E as lantejoulas, gente, ela nunca mais vão deixar o mundo em paz? E a pose de miss Sapopemba da Serra, será que é contagiosa?

 

E assim passei o resto da tarde me refestelando na tosquice! Ai, miséria!

Manual da dona de casa moderna

por Marina Santa Helena em January 15th, 2008

Consumida pelo ócio no sábado chuvoso, liguei a TV e comecei a me imbecilizar como se não houvesse amanhã. Zapeando por ali, entre um cochilo e outro, passei pelo Caldeirão do Huck, pelas vendas no polishop, tive visões de bundas aleatórias, ouvi algo sobre uma entrevista com sambistas dos Unidos de sei-lá-o-que, apareceram mais bundas e acabei caindo em um documentário sobre a vida animal.

África, América do Sul, Pólo Norte…Celso Freitas parecia não fazer distinção alguma entre os continentes e, na mesma frase, versava livremente sobre as características do elefante africano e do urso polar. Peguei no sono de verdade.

Acordei meio babada, com uma voz estridente anunciando que o Coisas de Mulher estava para começar. Ainda de olhos fechados, pude compreender que uma tal Nanda Bezerra (a da voz estridente) e sua trupe de amigas intelectuais, comandavam o programa e faziam questão de ressaltar a cada frase:

Estamos aqui diretamente de Londres. LONDRES! Eu disse Londres, entenderam?

L-O-N-D-R-E-S, minha gente. Aquela terra linda, do fish and chips, do povo orelhudo,a mãe dos hooligans. Não é para quem quer, é para quem pode.

O sono era grande, mas o lado tosquista do meu ser falou mais alto e logo acordei completamente. Precisava comprovar se aquilo era real ou era tudo fruto da minha imaginação.

mocréias

É Europa, é LONDRES, é de catiguria, é o Coisas de Mulher, porra! Olha só que phynas.

Era real. Era bizarro. Era uma espécie de Saia Justa evangélico. Pronto, agora eu precisava assistir até o fim para ver até onde ia a decadência humana. Fui pegar um café.

Como o próprio nome diz, o Coisas de Mulher é um programa que faz reflexões profundas sobre temas super-vanguarda do universo das Amélias feminino. A infame Nanda Bezerra solta um agudo e explica melhor:

Este sábado o tema de nossa reflexão é: O que não é apropriado para uma mulher?

E aí começou toda uma sessão de exorcismo sobre o que uma mulher pode ou não fazer:

Falar palavrão? Nuuunca.

Falar da vida pessoal? Jamais.

Se meter em conversa de homem? Imagina!

Demonstrar ser mais inteligente que seu parceiro? Melhor ficar calada.

Maquiagem forte? Never.

Beber? Nem comento.

Então, meu amor, se você mora no Brasil; manda para dentro aquela cerveja com espetinho do boteco da esquina; conversa sobre negócios, carros ou política melhor que qualquer homem e ainda sai bem loca para se acabar na pista de dança, é melhor se matar:

VOCÊ NÃO É DIGNA DE FAZER PARTE DO GÊNERO FEMININO!

Ou seja, para manter a feminilidade, é melhor você ficar quietinha ali no canto da sala, entre a estátua das ninfas de Kalypso e seu novo abajur Tiffany.

Faça cara de paisagem sempre. E, num arroubo de ousadia, aprenda umas receitas de bolo, a preparar um whisky pro marido, a cuidar do jardim.

Isso, sim, é que é ter inteligêntsia, fineza, classe, chiquêza…

housewife

 

Quem sabe um dia você não chega no nível da Nanda Bezerra e sua trupe de mocréias amigas mal comidas.

 

Space Invader

por Marina Santa Helena em December 7th, 2007

hudson

E aí que a Kate Hudson acordou super tendenciosa e saiu assim de casa. Horas depois, pasmem, esse é o Look of the the day no Style.com.

Há tempos não compro a Vogue e certeza de que essa imagem (somada ao “turbine seu look em 10 lições” estampado constantemente nas capas) significa mais alguns meses sem fazê-lo.

Tá certo que prata is the new black. Tá certo que a Kate Hudson já despirocou de vez e tá no limbo, entre o bem e o mal. Mas, vai ser preciso mais que uma revista de gente fina-elegante-sincera para convencer de que se enrolar num pedaço de papel alumínio e calçar esses sapatos-uó da temporada retrasada é cool. Tô passando longe e me benzendo.

Só um aviso: a última pessoa que apostou em looks prateados, também pensava que a estação MIR cairia, detonando ogivas nucleares sobre a Terra.

Aí neguinho acaba falido e não sabe por que, né, Paco Rabanne?

Paquito

Porque chique é ser inteligente

por Marina Santa Helena em November 14th, 2007

A atriz Flávia Alessandra diz em entrevista à revista Contigo ser bem resolvida sexualmente e fazer o que tem vontade na cama.

A afirmação, a lá revista Nova, foi a seguinte:
“A gente não precisa trazer à tona o que faz entre quatro paredes. Mas acho que Nelson Rodrigues tinha razão quando dizia que toda mulher devia ser uma dama na rua e uma p… na cama”.

flavia alessandra

Me parece que a moça entornou um tubo de KY goela abaixo, pois além de ter sido fotografada mostrando a perseguida na semana passada, agora aparece com essa bela frase de efeito. Uma verdadeira demonstração de coragem, inteligência e prova do quão moderna e decidida pode ser uma mulher. Porque, veja bem, alguém que PRECISA afirmar em público ser SUPER BEM resolvida sexualmente só pode ser, real e inquestionavelmente, bem resolvida. Vocês não acham?

Flávia Alessandra assistiu demais aquele programa da GNT, em que aparecem 5 retardadas mulheres, no melhor estilo “feministas-sem-deixar-de-ser-femininas”, detonando uma verdadeira guerra de egos para ver quem é mais avançadinha.

Flávia, filha, não faz assim, senão você vai acabar feito a Maitê Proença falando que “já deu em todas as posições possíveis e imagináveis”. Isso sim, é ser uma verdadeira dama, na rua.

PHYNA.