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Como fazer a fina no Banheiro Público

por Marina Santa Helena em July 29th, 2008

diário_celular

Acho que falei sobre o Diário Celular, mas não contei as circunstâncias em que me arrumei pra festa, né?

 

Foi mais ou menos assim: passei dias pensando no traje da festa. Era um tal de fofocar com as outras participantes, perguntar qual seria o modelo delas, se era mais pra casamento, batizado ou cocktail…E no final todo mundo combinando que o pretinho básico seria infalível.

No dia da festa, arrumei uma mala com todos os itens necessários para uma boa emperequetação mulherzinha. Maquiagem, sapatos, calcinha, meia-calça, escova e mais uma infinidades de tranqueiras que fazem dos mais felizes e complicados dias femininos. Trouxe tudo para o trabalho, já que sairia direto da agência para o MAM.

Combinei com meu amigo Gustavo (que estava na organização da história toda) de encontrá-lo um pouco antes, lá no MAM, para que eu pudesse me fazer apresentável para a festa (mánunca que eu ia sair do trabalho já pronta, toda traveca).

Pois é…e aí que eu cheguei lá no local combinado e nada de ninguém chegar. Fiquei lá, trocando uma idéia com o pessoal da comida, com o segurança, com os barmens sarados, 15 minutos…Meia hora…Até que realizei que eu NUNCA ia conseguir me vestir a tempo pra tal da festa.

 

toilet

 

Então, corri pro banheiro público do Ibirapuera, sim, minha gente, um BANHEIRO PÚBLICO. E me concentrei na difícil arte de fazer o make sob aquela luz medonha, morrendo de medo de acabar ficando a cara do Coringa. Maquiei, maquiei e maquiei, e fiquei enrolando ali quase uma hora, na esperança de que alguma boa alma chegasse e me deixasse entrar no suposto banheiro limpinho do MAM. E ninguém chegou…

Aí não deu mais, fui terminar a montação. Entrei numa cabine cagatória dali, não olhei para o chão, prendi a respiração e lembrei de Trainspotting. E depois lembrei da Audrey Hepburn e de todas a finas do mundo. De repente o banheiro se transformou na nave da Xuxa, com louças e toalhas brancas.

Foi o só o que me ocorreu para conseguir passar pelo processo de colocar meias, vestido, sapatos… Tudo em fração de segundos. Até que consegui e aí começou a tocar She´s got it! yeah baby She´s got it!

 

trava

“Essa daí deve fazê pograma aqui no parqui, Zucreidi.”

 

Depois fiquei enrolando mais um bom tempo (máxiiina que eu ia sair no meio dos skatistas do Ibirapuera em cima daquele salto). Troquei uma idéia com a tia da limpeza, assustei as tiazonas do cooper e as minas-kolene que apareciam ali pelo banheirão, até que escureceu e resolvi sair.

E o MAM ainda não estava aberto…

Conclusão?

 

 

Beijosnãomeliga, Gu!

 

 

 

 

diário_celular

 

 

Chiqueiro Chique denuncia: as verdadeiras Viagens de Melissa

por Marina Santa Helena em July 16th, 2008

Quem nunca saiu de uma loja com a nítida impressão de que foi ludibriado/ignorado/mal tratado/esnobado/(insira aqui seu nome preferido para humilhação) pelo vendedor?

Pois é, eu já fui. Mais de uma vez inclusive. Principalmente quando você fala “eu vim trocar um produto”, aí mesmo que ninguém mais te atende.

Durante um período trabalhei como cliente secreta para uma joalheria. O trabalho era simples: ir até a loja, fingir interesse em um alguma coisa predefinida e depois inventar uma história e sair sem levar a tal coisa. E também, mais de uma vez, ouvi a pergunta “Quanto dinheiro você tem?”, assim, sem rodeios.

Mas o caso aqui foi o seguinte, vocês devem lembrar que eu participei da promoção as Viagens de Melissa, néam? Então, eu participei, não levei o Sony Vaio (que por sinal está em ótemas mãos), mas recebi um par de belas melissinhas em casa.

estrupiada

Tudo muito bom, tudo muito bem, e aí, eu, claro, resolvi usá-las. Andei alguns metros e mal consegui chegar até a esquina, as tiras arrebentaram e meu pé ficou em estado de calamidade. Voltei para casa, fotografei e troquei os sapatos e escrevi para o pessoal da Melissa relatando o ocorrido.

E sim, eles foram uns fofos, imediatamente disseram para eu escolher outra que iriam trocar, uma beleza. Aí, semana passada, recebi um e-mail, igualmente fofo, dizendo que as melissas já estavam disponíveis na Galeria Melissa, que eu poderia ir lá buscá-las e blábláblá…Ponto para eles.

Então, ontem fui até lá, feliz e saltitante (porque mulher + sapato = orgasmo, cê ta ligado, né?). Quando entrei na loja, dei de cara com seus simpáticos vendedores e lembrei porque fazia tanto tempo que não ia lá. Me armei do meu melhor carão e fui direto ao balcão falar com uma criatura toda montada que parecia ser a gerente. Disse que tinha ido pegar minha Melissas e etc etc etc, e a criatura (que digamos assim, lembrava um urso panda, sem a parte da fofura) me brindou com a sua maior expressão de desdém. E chamou outra criatura. Uma menina careca-moderninha, que eu já conhecia de outras incursões à loja maldita. Aí a careca-moderninha nem me olhou na cara e chamou outra que tinha cabelo de Amy Winehouse com permanente e estava vestida de Chiquinha.

Então, em um ciclo sem fim, a Amy chamou uma bicha afetada, que chegava na loja cheia de roupas nas mãos. Que surpreendendemente também me esnobou. Todos unidos em uma só voz fizeram a mesma cara de lixo de quando eu fui lá retirar os convites pra SPFW.

Aí, já quase tomada de um espírito-barraqueiro, liguei pra deos-e-o-mundo, pros meus advogados, pro meu marido, pra agência da Melissa, pro procon, até que consegui arrancar minha melissa das mãos da carequinha-fierce-hypadinha.

Nesse meio tempo, ainda pedi para experimentar um outro sapato e a vendedora: “Mas você NÃO PODE escolher outro.” Aí eu fiz cara de cheira cocô e saquei o cartão de crédito, né, porque assim já era demais. “Só para você saber: eu vou pagar por isso, minha filha. Então vai, pega logo o sapato, sim?”

Vários sorrisos amarelos e uma pilha de sapatos depois, saí de lá com duas sacolas gigantes. Duas não, três (porque fui acompanhada de outras mulheres igualmente loucas por sapatos). Sapatos que, diga-se de passagem, não foram comprados por causa dos belos olhos de rímel escorrido da vendedora.

Moral da história: a Melissa é uma marca que eu amo de paixão, tem sapatos lindos e tudo o mais, as promoções e campanhas são sucesso, mas ASSIM NÃO, PORRA! Não basta ter um produtos bonitinhos: simpatia e educação ainda se usam e são quesitos importantíssimos para a decisão da compra.

Essa não foi a primeira vez que fui mal tratada em uma loja da marca e acho que um treinamento de vendedores não vai mal a ninguém. Não vou deixarde comprar melissas, mas, a menos que essa seja uma estratégia para aumentar as vendas pela Internet, EU NÃO ACEITO essa gente pobre de espírito fazendo a arrogante pra cima de muá.

 

Scatman

por Marina Santa Helena em June 24th, 2008

Os leitores daqui já devem estão cansado de saber que eu ando sem tempo pra nada, complemente afastada do mundo exterior (té, agora eu exauri o assunto). Acho que o último grande causo midiático que abalou o meu dia foi do cara que matou um seqüestrador, rendeu outros e saiu todo fino do cativeiro.

Pois é, ando longe do mundo e, por conseqüência longe da TV. Fato que não permite saber qual a figurante do momento na novela das 8 ou qual nova porcaria midiática para entreter o espectador babão nos intervalos do Fantástico. Mas hoje, quando finalmente consegui 5 minutos de vazio mental e pude sintonizar um canal qualquer, dei de cara uma nova dimensão de degradação humana. Era um comercial com aquele ator que parece o Tom Hanks dançando a música do Scatman John, sabe? Aquela do Pipopó póropo.

Colocaram o cara para dançar um break, fazer um triplo mortal carpado, posar com um cartão de banco e daí a aparece a ex-paquita em atividade Letícia Spiller. E ela (pasmem) também dança um break transado, faz um triplo mortal carpado, posa com um cartão de banco e pronto…

(…)

Vim correndo escrever esse post porque continuo aqui sem entender. Tô passada. Pelamordedeus, me diz quanto pagaram pra esses dois dançarem ridiculamente uma música sucesso da balada no início dos anos 90. Porque ainda não entendi. Era pra ser legal? Era pra eu dançar um break maneiro em casa? Era pra eu me identificar e ir correndo doidinha pra abrir uma conta no banco? Era pra eu vibrar no intervalo do Globo Repórter e dar um mortal?

 

Puta que pariu Itaú, não fode.

12 dias depois…

por Marina Santa Helena em June 10th, 2008

 

De vez em quando você se pega sentado ao lado da porta do banheiro, mas segurando há duas horas uma vontade absurda de fazer xixi? Você nunca encontra aquela sua camiseta preferida no meio do monstro do pântano que virou seu guarda-roupa? Entre fungos e baratas, a sua cozinha agora tem ecossistema próprio?

É, querida, todos os dias você chega em casa altas horas da noite, toda esbaforida, descabelada e com uma dor que você não sabe bem onde se localiza. (Talvez nas costas, quem sabe na consciência, vai saber). E não, eu não estou sugerindo que você seja uma profissional do séquiço que não tem tempo de lavar a própria underwear.

Estou dizendo que, se você respondeu sim para a maioria das questões acima, a sua rotina provavelmente consiste em trabalhar 80 horas por dia e viver se perguntando onde o tempo livre foi parar. Tempo livre não, isso seria luxo, mas apenas um tempinho para arrumar a própria bagunça ou ir à depiladora reverter a sua condição de mulher das cavernas já seria ótimo

Se a sua rotina também é assim, eu adoraria dizer: “então seus problemas acabaram!” e dar um happy end à escravidão. Só que isso é algo que nenhuma engenhoca tabajara é capaz de resolver. E é fato: quanto mais você trabalha, mais irá trabalhar. N-u-n-c-a a-c-a-b-a.

Aí é uma questão de pesar as coisas. Quanto você ganha, o quão mala é o seu chefe ou quanto vale a sua sanidade, são coisas a se considerar nessas horas. Principalmente nos momentos em que você se desespera ao ver sua vida de pernas para o ar por conta de um emprego sobre o qual você não tem de fato uma opinião formada. Só sabe que cansa sua beleza.

 

mess

 

Quer um exemplo?

 

 

No início do ano pedi demissão de um escritório sem futuro onde já trabalhei tempo suficiente para perder a alegria de viver. Ganhava mal, odiava o trabalho e vivia reclamando. Demorei muito até tomar a decisão de dar uma bica em tudo aquilo e sair livre, leve, solta (…e pobre), em busca da minha terra prometida. Lembro que na época eu até recebi uma contra proposta, mas o aumento seria irrisório se comparado com a minha satisfação pessoal. Saí de lá e segui em frente, com um sorriso besta nos lábios, rumo à minha nova condição de estatística de desemprego.

Meses depois, cá estou eu de novo correndo feito louca, sem tempo para fazer xixi, em um novo emprego. Só que agora feliz da vida, encarando tudo de maneira menos desesperada do que antes e só percebendo que quase não tenho tempo para a vida pessoal (e para o meu querido Chiqueiro Chique) quando a tal camiseta preferida some em meio à profusão de roupas sujas que se acumulam pela casa.

Enfim, o que eu quero dizer com esse exemplo meio “sem-lenço-sem-documento”, é que, se você está literalmente fodida e mal paga em um trabalho tosco, sem perspectivas, e que ainda por cima consome a maioria das horas do seu dia, reconsidere. Se você não tiver 5 filhos para criar, se não for morrer de fome ou parar na rua debaixo do viaduto, vale super à pena ir lá e chuta o pau da barraca. O pior que acontecer é você arrumar um emprego tão ruim quanto o seu.

 

Perez Hilton para Hot Topic

por Marina Santa Helena em May 15th, 2008

 

Hey fias: Perez Hilton não é só mais um ex-blogueiro em atividade gracinha, não senhoras.

 

abominavelhomemdasneves

 

Anota aí no moleskine que além dele estar em todas as bocas livres de Hollywood, de ter lançado programa de rádio, de dar pinta com a Posh em Beverly Hills e mais uma série de inutilidades (sem as quais você viveria muito melhor), agora Perez vai lançar uma linha de roupas e acessórios para a Hot Topic.

Tá certo que a Hot Topic não é o supra-sumo do estilo, que o logo deles é a coisa mais moda-brás-skatewear EVER e que vendem aquelas luvinhas sem dedos naipe Marimoon. Mas com e esforço se consegue até garimpar algumas coisas interessantes e… alooô?

Eu falei roupas assinada por PEREZ HILTON “The Queen of all Media”, a precussora da chochação online! O homem que usa crucifixos de ouro gigantes, que pinta o cabelo de cores deprimentes, usa touquinhas da Hello Kitty e sai de casa assim:

perez

 

Porque…comassim alguém que mal consegue colocar as próprias calças é chamado para assinar uma linha de qualquer coisa?

 

Tá, tudo bem, vou parar de rabugice e deixar para lá.

Go fot it, Perez!

Porque, enfim né, se a Amy Winehouse tem uma linha de cosméticos o que é Perez Hilton ter uma de roupas?

 

 

 

P.S.: Ai, ai…ando assim meio blasé depois de ter visto o chapelón da Sarah Jessica Parker…repara não.