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Oscar 2008 - Daniel Day Lewis e Rebecca Miller

por Marina Santa Helena em February 25th, 2008

Confesso que só assisti o Oscar para ver o Daniel Day Lewis. Nunca tinha visto uma cerimônia completa (nunca me faz falta anyway), mas ontem me enchi de disposição.

Tudo por causa da minha paixonite por aqueles olhos verdes, o maxilar varonil, aquela postura de homem malvado…aquele…aquele…bem deixa pra lá. O importante é que fiquei acordada por causa dele.

Mas aí ligo a TV e vejo isso:

de-bo-che

Rebecca Miller, a mulher de Lewis, vestindo uma coisa que não dá para saber se é um vestido ou uma cortina, levou com vantagem de pontos o prêmio de mais mal vestida da noite. Parece que, algumas horas antes da cerimônia, ela se tocou: “Ah…hoje tem Oscar, néam?” Daí, catou umas sobras do último filme, se amarrou nuns laços de fita, pendurou um relógio de parede no peito, marcou hora no salão da esquina e foi.

Eu poderia ficar quieta, apenas rir por dentro e me sentir uma über woman, por achar que, se ela é assim, eu ainda tenho uma chance. Mas não.

Meu coração se parte em mil pedaços. Reparem na cara de vergonha alheia do pobre Daniel. O risinho amarelo não consegue disfarçar seu sofrimento.

Também dói pensar que o mau gosto, nesse caso virou praticamente uma instituição familiar. Porque, meeeu, o que SÃO ESSES SAPATOS do moço? E o essa risca marrom no smoking? (Será que foi a Rebecca quem comprou?) E esse cabelo todo podre?

Ai, Sr. Bill “The Butcher”, assim você coloca meu coraçãozinho no moedor de carne e quase me faz esquecer das interpretações irretocáveis.


Porque, se eu bem me lembro, o Sr. e sua respectiva já tiveram dias beem melhores:

lewis e miller

 

Fica a dúvida:

a) Em Hollywood a inteligência é inversamente proporcional ao bom senso.

b) Eles jamais se vestiriam assim à toa. Isso foi apenas um deboche para mostrar que eles estão cagando e andando para a Academia.

Eu prefiro me forçar a acreditar na segunda opção. O que vocês acham?

Sexo e a (dupli)cidade

por Marina Santa Helena em December 18th, 2007

sexandthecity

Oi, eu sou a Carrie, preto emagrece e eu estou na frente porque ganho mais que as outras, tá?

 

O enredo “quatro mulheres balzacas, solteiras e bem-sucedidas (profissionalmente) discutindo à exaustão suas vidas sexuais-amorosas-whatever” não é mais novidade para ninguém.
Assim, a série Sex and The City virou o feijão-com-arroz sentimental de mulheres dos 20 aos 40 anos.

O melhor de tudo é que TODAS as telespectadoras exigem seu lugar ao sol: “Ah…eu sou a Carrie porque sou um pouco de tudo…assim bem eclética, néam?” ou mesmo “Fulaninha, você com esse seu jeito todo romântico TEM que ser a Chartlotte!” Ohhhmm.
Acredite ou não, essas frases que beiram a miguxisse não são difíceis de ser ouvidas da boca de mulheres feitas. E, é bem possível que você mesmo, leitor(a) incauto(a), faça isso o tempo todo e que neste momento mesmo esteja revirando os olhinhos, na tentativa de disfarçar.

Particularmente não morro de amores de Sex and The City, aliás, não sou fã de qualquer coisa que pareça bradar a velha frase “sou feminina, não feminista”. Mas ultimamente, toda a expectativa gerada em torno do filme de Carrie Bradshaw (oh, sim, eu procurei no Google) e sua trupe de amigas infelizes, está dando no saco para valer. As roupas até que fazem a minha cabeça, mas humor farofa por humor farofa, eu fico assistindo um clipe do Twisted Sister; romantiquismo por romantiquismo eu fico com Jules & Jim.

Talvez eu até assista o filme, pois essas coisas das quais a gente ouve falar a torto e a direito, uma hora acabam caindo no nosso colo (vide Tropa de Elite). Só que, daí a discutir com minhas amigas se eu sou a Carrie ou a Miranda; ou se vou de Blahnik ou fico de pantufas na minha cobertura no Upper East Side, existem anos luz de diferença. No final das contas, é preciso bem mais do que Sarah Jessica Parker ao som de Fever para me convencer que tudo aquilo é muito normal.

Pérolas como o livro Vida Dupla (Girls of Riyadh), têm até o mesmo mote (quatro-amigas-que-blábláblá…), mas descrevem uma realidade específica e são beeem mais interessantes que a série. Mais realista e menos “engraçadinho”, o livro foi proibido em seu país de origem, a Arábia Saudita. Nele a jovem muçulmana, Rajaa Alsanea, descreve o cotidiano de quatro amigas sauditas, ricas e bonitas, que falam abertamente sobre sua camuflada vida sexual. Até aí, qualquer semelhança é mera coincidência, mas falar desse assunto em uma sociedade em que, se uma mulher olhar para o lado pode acabar apedrejada já é um diferencial que se sobrepõe a todo o disse-me-disse sobre sexo casual na cidade de Nova York.

 

Fazendo o Santoro

por Marina Santa Helena em October 10th, 2007

O que Juliana Paes e Fernanda Lima tem em comum além de dar SHOW de interpretação em grandes obras da teledramaturgia? Se você respondeu “uma peruca” não está totalmente enganado, mas não era bem esse o ponto.

O fato é que, segundo o ilustríssimo EGO, as duas deevas estão cotadas para interpretar as novas Bond Girls. Sim: B-O-N-D  G-I-R-L-S. Aquelas moçoilas que o James Bond salva da morte iminente e desvirgina na segunda cena do filme.

juli

Juliana, a rainha dos salões de beleza de Niterói, diz que domina COMPLETAMENTE o inglês e que ficou muito feliz por ter seu bundão talento reconhecido dessa maneira. Já Fernanda, cuja carreira de miss Shopping ABC está em vias de decolar, só faz ombrinho e desdenha ”já participei de um filme gringo antes“. Não que uma bond girl tenha muito o que dizer, claro, mas noções de gemidos, gritinhos e linguagem corporal em inglês são sempre bem-vindas.

fernanda

As atrizes estão pegando carona numa onda inciada por Rodrigo Santoro,  cuja brilhante atuação no filme As Panteras mudou para sempre o panorama do cinema nacional. E não vai me surpreender nadica se elas aparecerem em uma série americana (não diria assim um Lost…mããs de repente uma pontinha no CSI caía bem…)

Agora todo mundo bate o pé, beija o pé de coelho, faz uma ooolaaa, cruza os dedos  e deseja um muito boa sorte para as nossas Bond Girls! Beijo no coração, bitches.