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Playboy de Janeiro ou O Despautério da ‘Macheza’

por Marina Santa Helena em January 13th, 2008

Depois das blogueiras na Playboy, este mês, quem aparece para rechear a publicação é Letícia whatever, a suposta ex-namorada do jogador Richarlyson (siim, aquele da dancinha rebolativa). Dizem as más línguas, que o moço terminou o namoro de (oh!) três meses quando Letícia concordou em sair mostrando as partes por aí.

“Ele disse que não queria a mãe dos filhos dele nua, para todo mundo ver, numa revista”, afirma Letícia.

Uhum, cada um com seus problemas, mas três meses de namoro e ela é mãe dos seus filhos, coisa e tal…é um pouco demais, néam?

É mais provável que ela seja a melhor amygha de Ricky, ou simplesmente uma piriguety qualquer que apareceu pegando carona na fama do jogador, que luta arduamente para comprovar sua “macheza”.

 

 

new-ass-on-the-block

O que é essa gravatinha, minha gente?

Mãaaas….ironias à parte toquei no assunto porque me ocorreu agora um causo, ocorrido mês passado.

Voltávamos eu, Ian Black e a coelhinha querida Mirian Bottan, do último BlogCamp PR. Ainda meio sob o efeito das noites mal dormidas, caminhávamos cambaleantes pelo aeroporto de Curitiba, rindo, falando mal da vida alheia e contemplando a bela fila do check-in. Quando, de repente, aparece uma enxurrada de homens altos, atléticos, vestindo camiseta preta e levando no peito a insígnia de um time qualquer.

Digo um time qualquer, pois não sei absolutamente nada de futebol. Não acompanho Brasileirão, não sei o que leva um ser humano a ter que cobrar falta e frequentemente confundo corinthianos com flamenguistas. Uma verdadeira negação.

Olhei de novo (eram uns sujeitos MUITO bem apessoados) e, já ia comentar o fato com a Mirian, quando uma visão qualquer me levou a constatar que era a delegação do São Paulo F.C. Fiquei só olhando.

Passavam grupinhos fofocando, passavam uns meio correndo, passavam uns gordinhos, que prefiro acreditar que eram da comissão técnica. No final da comitiva, passou uma criaturinha magricela, falando no celular, de aparelho nos dentes, calça skinny e um perfume sufocante (certeza que era Angel, de Thierry Mugler, o perfume mais doce do mundo)

E aí, não agüentando mais, tive que consultar o único homem presente:

- Ian, quem é essa pessoa??
- Esse é que é o Richarlyson.
- Ahhn…

E já tirando a câmera da bolsa, saí correndo… (Oh, sim, posso ser tão infinitamente B-R-E-G-A.)

Ricky-e-por-que-não?

Calúnia e difamação” my ass. Que que cês acham?

 

Sexo e a (dupli)cidade

por Marina Santa Helena em December 18th, 2007

sexandthecity

Oi, eu sou a Carrie, preto emagrece e eu estou na frente porque ganho mais que as outras, tá?

 

O enredo “quatro mulheres balzacas, solteiras e bem-sucedidas (profissionalmente) discutindo à exaustão suas vidas sexuais-amorosas-whatever” não é mais novidade para ninguém.
Assim, a série Sex and The City virou o feijão-com-arroz sentimental de mulheres dos 20 aos 40 anos.

O melhor de tudo é que TODAS as telespectadoras exigem seu lugar ao sol: “Ah…eu sou a Carrie porque sou um pouco de tudo…assim bem eclética, néam?” ou mesmo “Fulaninha, você com esse seu jeito todo romântico TEM que ser a Chartlotte!” Ohhhmm.
Acredite ou não, essas frases que beiram a miguxisse não são difíceis de ser ouvidas da boca de mulheres feitas. E, é bem possível que você mesmo, leitor(a) incauto(a), faça isso o tempo todo e que neste momento mesmo esteja revirando os olhinhos, na tentativa de disfarçar.

Particularmente não morro de amores de Sex and The City, aliás, não sou fã de qualquer coisa que pareça bradar a velha frase “sou feminina, não feminista”. Mas ultimamente, toda a expectativa gerada em torno do filme de Carrie Bradshaw (oh, sim, eu procurei no Google) e sua trupe de amigas infelizes, está dando no saco para valer. As roupas até que fazem a minha cabeça, mas humor farofa por humor farofa, eu fico assistindo um clipe do Twisted Sister; romantiquismo por romantiquismo eu fico com Jules & Jim.

Talvez eu até assista o filme, pois essas coisas das quais a gente ouve falar a torto e a direito, uma hora acabam caindo no nosso colo (vide Tropa de Elite). Só que, daí a discutir com minhas amigas se eu sou a Carrie ou a Miranda; ou se vou de Blahnik ou fico de pantufas na minha cobertura no Upper East Side, existem anos luz de diferença. No final das contas, é preciso bem mais do que Sarah Jessica Parker ao som de Fever para me convencer que tudo aquilo é muito normal.

Pérolas como o livro Vida Dupla (Girls of Riyadh), têm até o mesmo mote (quatro-amigas-que-blábláblá…), mas descrevem uma realidade específica e são beeem mais interessantes que a série. Mais realista e menos “engraçadinho”, o livro foi proibido em seu país de origem, a Arábia Saudita. Nele a jovem muçulmana, Rajaa Alsanea, descreve o cotidiano de quatro amigas sauditas, ricas e bonitas, que falam abertamente sobre sua camuflada vida sexual. Até aí, qualquer semelhança é mera coincidência, mas falar desse assunto em uma sociedade em que, se uma mulher olhar para o lado pode acabar apedrejada já é um diferencial que se sobrepõe a todo o disse-me-disse sobre sexo casual na cidade de Nova York.

 

Bridezilla

por Marina Santa Helena em December 17th, 2007

Depois de uma semaninha cu, aqui estou eu sã e salva, de volta ao mundo dos vivos.

Bem, na verdade nem tão sã assim, porque depois das peças que Murphy me aplicou nos últimos dias, eu virei uma clássica mulher à beira de um ataque de nervos (com direito a rímel borrado e tudo).

Hoje, desconfio de tudo e de todos. Se alguém me disser que algo vai dar certo ou que é muito simples… eu duvido, até que me provem o contrário.
Com o passar do tempo, vejo que certas coisas são recorrentes: chega o final de ano/semestre e com ele o inferno astral de 9 entre 10 mulheres neuróticas (tá, adoro estatísticas infundadas). As coisas que você adiou o ano inteiro caem no seu colo e precisam ser TODAS resolvidas ao-mesmo-tempo-agora.


Então, justo na semana em que eu tentava atravessar meu milagre mensal sem cólicas e resmungos, me apareceram trabalhos a mais daqui, horas extra ali; e nessa história, o estoque de roupas limpas acabou, os trabalhos da pós se acumularam, a playboy chegou às bancas e ainda me dei conta de que vou me casar… em outra cidade… daqui a… uma semana!

(Que o noivo ainda não havia se dignado a comprar uma roupa e que deu zica com o nosso vôo, são probleminhas a parte, que não cabem nessas mal traçadas linhas)

O que fazer? Surtar? (E o buquê, como será buquê?) Gritar? (Vai ser no jardim! E se chover no dia?) Sair correndo?

bride

Tirando o vestido tosco, eu era quase isso.

Na verdade o meu maior desejo era mandar todos para a puta que pariu e dormir 3 dias seguidos. Fiquei em tal estado que, se alguém viesse me assaltar ou apenas me olhasse feio na rua, corria risco de levar uma cuspida no olho, a lá Raul Gazolla-on pills. Queria ser má, queria ver sangue (alheio, não o meu)!

 

Mas tudo o que consegui fazer foi sentar e chorar.
Chorei na rua, no trabalho, em casa, na academia e no restaurante. Olhava uma criatura de salto de acrílico e chorava de desgosto…E se alguém casava na TV eu chorava…Chorei dormindo, acordando e estudando.

E nada foi resolvido.
Aí, depois das lágrimas, veio o momento de aceitação, que é quando você diz a si mesmo que tudo vai ficar bem e que é preciso manter a calma, entrando naquela vibe “imagine all the people living life in peace”.

Decidi colocar minha vida em ordem.

O primeiro passo foi pegar papel e caneta e listar as tarefas que faltavam. O segundo foi calar o surto mulherzinha tomou conta do meu ser: fui comprar sapatos. (Oh, sim, naquela hora, se Louboutin eu pudesse, Louboutin eu teria.)

Fúitl? Talvez. Mas agora que vejo o mundo do alto dos meus tacones, tudo parece mais claro. Assim, virei super-hoína e foi mole resolver a questão dos trabalhos, escolher os presentes de Natal, lavar as roupas e comprar as que faltavam…
E a calmaria voltou a reinar, só resta saber até quando.

Se tudo der certo, prometo que meu próximo passo é comprar uma camiseta com os bonitos dizeres:

3687 days

Cai-não-cai

por Marina Santa Helena em November 7th, 2007

É, a verdade é que este lugar aqui anda meio largado ultimamente. Mas não pensem vocês que vou sair com um “me-falta-tempo”, “estou-trabalhando-demais” ou “o-cachorro-comeu-meu-post”. O motivo do sumiço é pura sem-vergonhice mesmo. Ando com as idéias meio degringoladas.

Hoje fiquei em casa, de cama, com a obrigação exclusiva de dormir, mas com aquela culpa de quem gostaria de resolver todos os problemas do mundo em uma tarde. De vez em quando levantava e vinha aqui só para ver se não ia MESMO conseguir responder ao menos um e-mail, deixar comentário em algum blog ou quem sabe postar algumas coisa (já que estou aqui de bobeira, néam?).

Então, olhava a página em branco e hiperventilava (ai, essa criatividade que teima em me abandonar). Daí passava para o próximo estágio: a fingir que não era comigo e que o Dramin estava fazendo alguma espécie de efeito retardado. Voltava para a cama e dormia.

Mas, sabe, cansei da preguiça.

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Além de mandar um beijão-me-desculpem-o-sumiço e voltei aqui para enumerar algumas questões filosóficas de extrema importância que deixei passar nos últimos dias:

- Viciei no CD do Radiohead. A tal idéia de deixar os fãs pagarem o quanto acharem justo pelo álbum já era genial por si só, mas as músicas conseguiram superar minhas expectativas. Com certeza o melhor disco da banda desde OK Computer. Sim, sou muito muito fã, prontofalei.

- Tive muito medo da Heidi Klum fantasiada de gata vira-lata no Halloween. Tanto que quase não ia comentar, mas acho que certos medos têm que ser expurgados. Vá de retro, coisa horrível!

heidi

Perdeu toda a credibilidade para falar mal dos looks do Project Runway.

- Ainda tô passada com as cenas protagonizadas pela Suzana Vieira na última semana. A muié tá doida, meu povo. Aposto que se o cachorro tivesse mirado abaixo da cintura do PM, essa família finalmente entrava nos eixos.

drãma

- Gente, é sério que alguém acha a Grazi Massafera “a grande promessa da Globo”? Se já não gostava muito da idéia de dividirem espaço em uma mesma novela atores de verdade e alguém vindo diretamente do BBB, depois da gafe que a moça cometeu domingo eu (como diria meu conterrâneo Jader Barbalho) REPILO-A.

Quando Fausto Silva perguntou sobre sua personagem na nova novela “Desejo Proibido” (Florinda), Grazi foi rápida e errática: “Ah, minha personagem é ótima, a novela se passa no século 30…”
Aham. Um abraço futurista para você também, Grazi.

E seguimos que nem a Jessica Simpson na noite de ontem. Oscilações, sim, queda, jamais.

 

jessica

 

Estamos de volta com a nossa programação normal.

 

 

Os sonhos mais lindos…

por Marina Santa Helena em October 11th, 2007

Você sabe que está trabalhando demais quando:

 perez

Sonha que vai ler o Perez Hilton e lá tem um post  sobre a sua chefe, acompanhado por uma foto em que ela aparece mais ou menos assim.