Arquivo para January, 2008

O tanquinho é o limite

por Marina Santa Helena em January 17th, 2008

Meu pai costuma usar o termo redundância gastronômica, para designar coisas como pizza 7 queijos, biscoito bono com doce de leite, sorvete frito com calda, essas coisas assim…digamos, coisudas. Foi mais ou menos nesse espírito que atravessei o ano de 2007: conheci um sem um número de bons restaurantes; experimentei quase todos os tipos de cerveja possíveis, que pareciam sempre vir acompanhadas de provolone empanado e seus derivados; descobri a Häagen-Dazs…

Literalmente me-a-ca-bei.

Sim, sou magra de ruim. Mas a verdade é que uma mulher, nunca se sente totalmente feliz quando se olha no espelho. Sempre tem alguma mudança que precisa ser feita, nem que seja aqueles 2kg que ela sempre ira perder. Então, ter uma vida mais saudável, foi mais um clichê que passou a figurar na minha parca lista de “resoluções de ano novo”.

Cortei cerveja, inclui fibras e frutas e, no auge da psicose, me matriculei em uma academia. Éeee…aquele lugar onde carrascos do tamanho de armários te torturam com abdominais e cantadas infames. O tanquinho é limite.

tanquinho

A academia é até bem completa, oferece aulas de tudo quanto é tipo de coisa e estou tentando aproveitar ao máximo. Mas, logo na primeira semana vi que teria problemas: além das dores musculares por ter ficado parada mais de um ano, abri o guarda-roupa e descobri que não tinha nenhuma roupa esportiva decente!

Malhar com camisetas promocionais é o fim. Eu sei, tenho várias, daquelas que não dá para usar nem para dormir. Roupas de academia são sempre um problema, pois ou você entra numa vibe “sou-uma-bunda-brasileira” e encara logo as calças de lycra tosquinhas, ou você lembra da Adidas e da Stella Mcartney e tenta preservar um pouco da sua dignidade.

Para me manter em dia com a segunda opção, iniciei uma caça à lojas esportivas e acabei descobrindo coisas bem interessantes, como a promoção cultural “Minha vida é esporte” lançada pelas Lojas Bayard em parceira com a Adidas do Brasil. Para participar, você precisa criar um vídeo ou obra audiovisual (vale até PowerPoint, gete!) sobre o tema e inscrevê-lo no site do concurso. São três categorias e os vídeos mais votados levam viagens para Miami, Nova Zelândia ou Madri.

Ainda dá para participar ou mesmo dar uma passadinha lá no site da Bayard só para para dar risadas das figuras que aparecem nos vídeos que já estão rolando.

Acho que vou tentar, quem sabe consigo estrear meus looks esportivos em Madri…

Manual da dona de casa moderna

por Marina Santa Helena em January 15th, 2008

Consumida pelo ócio no sábado chuvoso, liguei a TV e comecei a me imbecilizar como se não houvesse amanhã. Zapeando por ali, entre um cochilo e outro, passei pelo Caldeirão do Huck, pelas vendas no polishop, tive visões de bundas aleatórias, ouvi algo sobre uma entrevista com sambistas dos Unidos de sei-lá-o-que, apareceram mais bundas e acabei caindo em um documentário sobre a vida animal.

África, América do Sul, Pólo Norte…Celso Freitas parecia não fazer distinção alguma entre os continentes e, na mesma frase, versava livremente sobre as características do elefante africano e do urso polar. Peguei no sono de verdade.

Acordei meio babada, com uma voz estridente anunciando que o Coisas de Mulher estava para começar. Ainda de olhos fechados, pude compreender que uma tal Nanda Bezerra (a da voz estridente) e sua trupe de amigas intelectuais, comandavam o programa e faziam questão de ressaltar a cada frase:

Estamos aqui diretamente de Londres. LONDRES! Eu disse Londres, entenderam?

L-O-N-D-R-E-S, minha gente. Aquela terra linda, do fish and chips, do povo orelhudo,a mãe dos hooligans. Não é para quem quer, é para quem pode.

O sono era grande, mas o lado tosquista do meu ser falou mais alto e logo acordei completamente. Precisava comprovar se aquilo era real ou era tudo fruto da minha imaginação.

mocréias

É Europa, é LONDRES, é de catiguria, é o Coisas de Mulher, porra! Olha só que phynas.

Era real. Era bizarro. Era uma espécie de Saia Justa evangélico. Pronto, agora eu precisava assistir até o fim para ver até onde ia a decadência humana. Fui pegar um café.

Como o próprio nome diz, o Coisas de Mulher é um programa que faz reflexões profundas sobre temas super-vanguarda do universo das Amélias feminino. A infame Nanda Bezerra solta um agudo e explica melhor:

Este sábado o tema de nossa reflexão é: O que não é apropriado para uma mulher?

E aí começou toda uma sessão de exorcismo sobre o que uma mulher pode ou não fazer:

Falar palavrão? Nuuunca.

Falar da vida pessoal? Jamais.

Se meter em conversa de homem? Imagina!

Demonstrar ser mais inteligente que seu parceiro? Melhor ficar calada.

Maquiagem forte? Never.

Beber? Nem comento.

Então, meu amor, se você mora no Brasil; manda para dentro aquela cerveja com espetinho do boteco da esquina; conversa sobre negócios, carros ou política melhor que qualquer homem e ainda sai bem loca para se acabar na pista de dança, é melhor se matar:

VOCÊ NÃO É DIGNA DE FAZER PARTE DO GÊNERO FEMININO!

Ou seja, para manter a feminilidade, é melhor você ficar quietinha ali no canto da sala, entre a estátua das ninfas de Kalypso e seu novo abajur Tiffany.

Faça cara de paisagem sempre. E, num arroubo de ousadia, aprenda umas receitas de bolo, a preparar um whisky pro marido, a cuidar do jardim.

Isso, sim, é que é ter inteligêntsia, fineza, classe, chiquêza…

housewife

 

Quem sabe um dia você não chega no nível da Nanda Bezerra e sua trupe de mocréias amigas mal comidas.

 

Playboy de Janeiro ou O Despautério da ‘Macheza’

por Marina Santa Helena em January 13th, 2008

Depois das blogueiras na Playboy, este mês, quem aparece para rechear a publicação é Letícia whatever, a suposta ex-namorada do jogador Richarlyson (siim, aquele da dancinha rebolativa). Dizem as más línguas, que o moço terminou o namoro de (oh!) três meses quando Letícia concordou em sair mostrando as partes por aí.

“Ele disse que não queria a mãe dos filhos dele nua, para todo mundo ver, numa revista”, afirma Letícia.

Uhum, cada um com seus problemas, mas três meses de namoro e ela é mãe dos seus filhos, coisa e tal…é um pouco demais, néam?

É mais provável que ela seja a melhor amygha de Ricky, ou simplesmente uma piriguety qualquer que apareceu pegando carona na fama do jogador, que luta arduamente para comprovar sua “macheza”.

 

 

new-ass-on-the-block

O que é essa gravatinha, minha gente?

Mãaaas….ironias à parte toquei no assunto porque me ocorreu agora um causo, ocorrido mês passado.

Voltávamos eu, Ian Black e a coelhinha querida Mirian Bottan, do último BlogCamp PR. Ainda meio sob o efeito das noites mal dormidas, caminhávamos cambaleantes pelo aeroporto de Curitiba, rindo, falando mal da vida alheia e contemplando a bela fila do check-in. Quando, de repente, aparece uma enxurrada de homens altos, atléticos, vestindo camiseta preta e levando no peito a insígnia de um time qualquer.

Digo um time qualquer, pois não sei absolutamente nada de futebol. Não acompanho Brasileirão, não sei o que leva um ser humano a ter que cobrar falta e frequentemente confundo corinthianos com flamenguistas. Uma verdadeira negação.

Olhei de novo (eram uns sujeitos MUITO bem apessoados) e, já ia comentar o fato com a Mirian, quando uma visão qualquer me levou a constatar que era a delegação do São Paulo F.C. Fiquei só olhando.

Passavam grupinhos fofocando, passavam uns meio correndo, passavam uns gordinhos, que prefiro acreditar que eram da comissão técnica. No final da comitiva, passou uma criaturinha magricela, falando no celular, de aparelho nos dentes, calça skinny e um perfume sufocante (certeza que era Angel, de Thierry Mugler, o perfume mais doce do mundo)

E aí, não agüentando mais, tive que consultar o único homem presente:

- Ian, quem é essa pessoa??
- Esse é que é o Richarlyson.
- Ahhn…

E já tirando a câmera da bolsa, saí correndo… (Oh, sim, posso ser tão infinitamente B-R-E-G-A.)

Ricky-e-por-que-não?

Calúnia e difamação” my ass. Que que cês acham?

 

Welcome back, routine

por Marina Santa Helena em January 8th, 2008

Hoje foi dia de me beliscar e voltar ao mundo dos vivos.

Dormir à tarde? Jogar GTA até ter tonteira? Tomar caipirinha em redes a beira mar?

Hoje não tem, volte no carnaval.


O sonho das férias maravilhosas acabou. E elas não esbanjaram lá tantas maravilhas como prometia o anúncio.

Apenas chegaram, reais e libertadoras e logo passaram voando, trazendo no vácuo a rotina pura e simples.

Foram viagens, O casamento, praia, pôr-do-sol, família, brigas de família, comidas, calor, mais viagens, mais praias, tequila sunrise, caos aéreo, discovery channel, preguiça. Coisas assim.

E no final disso tudo, eu realmente já estava de saco cheio de dormir em camas alheias. Cansei. Eu realmente só pensava em ouvir o barulho dos ônibus na 9 de Julho…

Só que agora estou aqui, meio de ressaca, meio bocejante. Encarando a segunda-feira com uma cara de Koo clássica, tentando fazer a igualmente clássica retrospectiva no ano passado.

Atrasada as usual.

* O que você fez em 2007 que nunca fez antes?

Casei

Que data de 2007 vai ficar marcada em sua lembrança?

O dia que mudamos para um apartamento só nosso.

Qual sua maior realização no ano?

Mudar completamente de vida pelo menos umas cinco vezes.

Qual foi o seu maior fracasso?

A inércia ocasional.

Passou da hora para essas bobagens.

Perguntas como O que você queria ter feito mais em 2007? ou O que teria feito o seu ano infinitamente melhor? me cansaram ainda mais. E não sei por que me fizeram lembrar daqueles programas toscos de Retrospectivas da Globo.

Por hoje só mais uma taça de vinho e planos para um pôr-do-sol chileno no próximo verão.

buquê

Quem pegar o buquê pode vir com a gente.

 

 

* perguntas coladas descaradamente do blog da Lolla, as quais ela responde infinitamente melhor que eu.