Arquivo para December, 2007

Sexo e a (dupli)cidade

por Marina Santa Helena em December 18th, 2007

sexandthecity

Oi, eu sou a Carrie, preto emagrece e eu estou na frente porque ganho mais que as outras, tá?

 

O enredo “quatro mulheres balzacas, solteiras e bem-sucedidas (profissionalmente) discutindo à exaustão suas vidas sexuais-amorosas-whatever” não é mais novidade para ninguém.
Assim, a série Sex and The City virou o feijão-com-arroz sentimental de mulheres dos 20 aos 40 anos.

O melhor de tudo é que TODAS as telespectadoras exigem seu lugar ao sol: “Ah…eu sou a Carrie porque sou um pouco de tudo…assim bem eclética, néam?” ou mesmo “Fulaninha, você com esse seu jeito todo romântico TEM que ser a Chartlotte!” Ohhhmm.
Acredite ou não, essas frases que beiram a miguxisse não são difíceis de ser ouvidas da boca de mulheres feitas. E, é bem possível que você mesmo, leitor(a) incauto(a), faça isso o tempo todo e que neste momento mesmo esteja revirando os olhinhos, na tentativa de disfarçar.

Particularmente não morro de amores de Sex and The City, aliás, não sou fã de qualquer coisa que pareça bradar a velha frase “sou feminina, não feminista”. Mas ultimamente, toda a expectativa gerada em torno do filme de Carrie Bradshaw (oh, sim, eu procurei no Google) e sua trupe de amigas infelizes, está dando no saco para valer. As roupas até que fazem a minha cabeça, mas humor farofa por humor farofa, eu fico assistindo um clipe do Twisted Sister; romantiquismo por romantiquismo eu fico com Jules & Jim.

Talvez eu até assista o filme, pois essas coisas das quais a gente ouve falar a torto e a direito, uma hora acabam caindo no nosso colo (vide Tropa de Elite). Só que, daí a discutir com minhas amigas se eu sou a Carrie ou a Miranda; ou se vou de Blahnik ou fico de pantufas na minha cobertura no Upper East Side, existem anos luz de diferença. No final das contas, é preciso bem mais do que Sarah Jessica Parker ao som de Fever para me convencer que tudo aquilo é muito normal.

Pérolas como o livro Vida Dupla (Girls of Riyadh), têm até o mesmo mote (quatro-amigas-que-blábláblá…), mas descrevem uma realidade específica e são beeem mais interessantes que a série. Mais realista e menos “engraçadinho”, o livro foi proibido em seu país de origem, a Arábia Saudita. Nele a jovem muçulmana, Rajaa Alsanea, descreve o cotidiano de quatro amigas sauditas, ricas e bonitas, que falam abertamente sobre sua camuflada vida sexual. Até aí, qualquer semelhança é mera coincidência, mas falar desse assunto em uma sociedade em que, se uma mulher olhar para o lado pode acabar apedrejada já é um diferencial que se sobrepõe a todo o disse-me-disse sobre sexo casual na cidade de Nova York.

 

Bridezilla

por Marina Santa Helena em December 17th, 2007

Depois de uma semaninha cu, aqui estou eu sã e salva, de volta ao mundo dos vivos.

Bem, na verdade nem tão sã assim, porque depois das peças que Murphy me aplicou nos últimos dias, eu virei uma clássica mulher à beira de um ataque de nervos (com direito a rímel borrado e tudo).

Hoje, desconfio de tudo e de todos. Se alguém me disser que algo vai dar certo ou que é muito simples… eu duvido, até que me provem o contrário.
Com o passar do tempo, vejo que certas coisas são recorrentes: chega o final de ano/semestre e com ele o inferno astral de 9 entre 10 mulheres neuróticas (tá, adoro estatísticas infundadas). As coisas que você adiou o ano inteiro caem no seu colo e precisam ser TODAS resolvidas ao-mesmo-tempo-agora.


Então, justo na semana em que eu tentava atravessar meu milagre mensal sem cólicas e resmungos, me apareceram trabalhos a mais daqui, horas extra ali; e nessa história, o estoque de roupas limpas acabou, os trabalhos da pós se acumularam, a playboy chegou às bancas e ainda me dei conta de que vou me casar… em outra cidade… daqui a… uma semana!

(Que o noivo ainda não havia se dignado a comprar uma roupa e que deu zica com o nosso vôo, são probleminhas a parte, que não cabem nessas mal traçadas linhas)

O que fazer? Surtar? (E o buquê, como será buquê?) Gritar? (Vai ser no jardim! E se chover no dia?) Sair correndo?

bride

Tirando o vestido tosco, eu era quase isso.

Na verdade o meu maior desejo era mandar todos para a puta que pariu e dormir 3 dias seguidos. Fiquei em tal estado que, se alguém viesse me assaltar ou apenas me olhasse feio na rua, corria risco de levar uma cuspida no olho, a lá Raul Gazolla-on pills. Queria ser má, queria ver sangue (alheio, não o meu)!

 

Mas tudo o que consegui fazer foi sentar e chorar.
Chorei na rua, no trabalho, em casa, na academia e no restaurante. Olhava uma criatura de salto de acrílico e chorava de desgosto…E se alguém casava na TV eu chorava…Chorei dormindo, acordando e estudando.

E nada foi resolvido.
Aí, depois das lágrimas, veio o momento de aceitação, que é quando você diz a si mesmo que tudo vai ficar bem e que é preciso manter a calma, entrando naquela vibe “imagine all the people living life in peace”.

Decidi colocar minha vida em ordem.

O primeiro passo foi pegar papel e caneta e listar as tarefas que faltavam. O segundo foi calar o surto mulherzinha tomou conta do meu ser: fui comprar sapatos. (Oh, sim, naquela hora, se Louboutin eu pudesse, Louboutin eu teria.)

Fúitl? Talvez. Mas agora que vejo o mundo do alto dos meus tacones, tudo parece mais claro. Assim, virei super-hoína e foi mole resolver a questão dos trabalhos, escolher os presentes de Natal, lavar as roupas e comprar as que faltavam…
E a calmaria voltou a reinar, só resta saber até quando.

Se tudo der certo, prometo que meu próximo passo é comprar uma camiseta com os bonitos dizeres:

3687 days

Eu não consigo evitar…

por Marina Santa Helena em December 8th, 2007

Ai, gente, tô aqui enlouquecendo. No auge da TPM, estou tantando me controlar para não clicar no ADD TO CART em toda bugiganga bonita que vejo no Etsy, mas fica um pouco difícil quando me deparo com coisas assim:

In a Tea Cup

Typewriter Bobby Pin

 

 

By the way, vou me casar no final do mês, tá?

Sim, sou uma noiva neurótica. Aceito votos de felicidades ou fofuras assim:

Casamento

Dry Your Tears of Joy Wedding Tissue Holder

Custom order for a Bride and Groom Wedding Birds - Cake topper

marriage 2

Space Invader

por Marina Santa Helena em December 7th, 2007

hudson

E aí que a Kate Hudson acordou super tendenciosa e saiu assim de casa. Horas depois, pasmem, esse é o Look of the the day no Style.com.

Há tempos não compro a Vogue e certeza de que essa imagem (somada ao “turbine seu look em 10 lições” estampado constantemente nas capas) significa mais alguns meses sem fazê-lo.

Tá certo que prata is the new black. Tá certo que a Kate Hudson já despirocou de vez e tá no limbo, entre o bem e o mal. Mas, vai ser preciso mais que uma revista de gente fina-elegante-sincera para convencer de que se enrolar num pedaço de papel alumínio e calçar esses sapatos-uó da temporada retrasada é cool. Tô passando longe e me benzendo.

Só um aviso: a última pessoa que apostou em looks prateados, também pensava que a estação MIR cairia, detonando ogivas nucleares sobre a Terra.

Aí neguinho acaba falido e não sabe por que, né, Paco Rabanne?

Paquito

Feeds funcionando perfeitamente

por Ian Black em December 5th, 2007

Há alguns dias Marina recebeu algumas reclamações sobre o não funcionamento do seu sistema de RSS. Configurei corretamente e agora todos podem receber as atualizações do Chiqueiro Chique.

Mais uma vez, não se esqueçam:

http://feeds.feedburner.com/chiqueirochique